|
|
|
|
alkionehoxe/poesía Bruno Candéas
CORROSÃO
A
fome dos novos
bandidos poetas
nem sempre alertas
ao tempo
que vai.
Os prédios destroços
monumentos
d’outrora
na rua da Aurora
ou boca do cais.
Guris
mergulhando
no límpido rio
só pra quem viu
não
existe mais.
***
RAZA
ODIADA
Quando a natureza
é sinistra
ironiza-se
desgraças.
Não nos contentamos
em ironizar
o
irônico,
Ironizamos
onde dói
noutro
peito.
Seres como nós
devem viver isolados.
***
FARELO
O
poema
tem que ser
sequinho.
MAGRO.
Se
possível
nordestino:
desnutrido
e valente.
Deve
ser
raquítico
definido:
coureosso